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Módulo 1.5 Prático

Primeiro contato com agentes no terminal

Instale seu primeiro agente CLI, aprenda a conversar com IA no terminal, veja como agentes lêem e editam código, executam comandos e entenda os fundamentos de segurança.

6 Tópicos
25 Minutos
Iniciante Nível
Prático Tipo
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🤖 Instalando seu primeiro agente

O primeiro passo prático é instalar um agente CLI no seu terminal. Vamos cobrir as três principais opções disponíveis em 2026, com pré-requisitos e comandos de instalação.

📊 Opções de Agentes CLI

Claude Code (Anthropic)

npm install -g @anthropic-ai/claude-code

Pré-requisitos: Node.js 18+, conta Anthropic com API key ou plano Max/Team.

Gemini CLI (Google)

npm install -g @anthropic-ai/claude-code

# ou via instalador direto do Google

Pré-requisitos: Node.js, conta Google com acesso ao Gemini API.

Codex CLI (OpenAI)

npm install -g @openai/codex

Pré-requisitos: Node.js 22+, conta OpenAI com API key.

💡 Dica Prática

Comece por um agente apenas. Domine-o completamente antes de explorar os outros. A curva de aprendizado é menor quando você foca, e os conceitos fundamentais se transferem entre agentes. Recomendamos começar com Claude Code ou Gemini CLI pela experiência mais polida e documentação mais completa.

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💬 Conversando com IA no terminal

Uma vez instalado, interagir com um agente CLI é como conversar com um colega desenvolvedor que conhece seu projeto. Mas há técnicas para tirar o máximo proveito dessa interação.

Exemplos de Prompts

# Prompts básicos — começar simples

"Explique o que este repositório faz"

"Liste os bugs potenciais neste arquivo"

"Resuma a arquitetura do projeto"

# Prompts específicos — muito mais eficazes

"Corrija o bug de null pointer na função parseUser em src/utils.ts"

"Adicione validação de email no form de cadastro"

"Refatore o componente Dashboard para usar React hooks"

A diferença entre chat simples e modo agêntico é crucial: no chat, o agente apenas responde perguntas. No modo agêntico, ele lê arquivos, propõe edições, executa comandos e verifica resultados. O modo agêntico é onde a mágica acontece.

💡 Dica Prática

Seja específico nos pedidos. "Corrija o bug na função X do arquivo Y" é vastamente mais eficaz que "arrume o código". Quanto mais contexto você dá ao agente, melhor o resultado. Mencione arquivos, funções, comportamento esperado vs atual.

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📂 Agente lendo código

Quando você invoca um agente em um repositório, a primeira coisa que ele faz é inspecionar o projeto: ler arquivos, entender a estrutura de diretórios, identificar dependências e mapear os padrões do código.

O Que o Agente Inspeciona

Estrutura de arquivos

Diretórios, organização do projeto, convenções de nomenclatura

Linguagem e framework

package.json, requirements.txt, Cargo.toml — identifica o stack

Dependências

Bibliotecas instaladas, versões, possíveis conflitos

Padrões do projeto

Estilo de código, convenções, arquitetura utilizada

Um insight importante: quanto melhor seu repositório está organizado, melhor o agente trabalha. Projetos com boa estrutura, README atualizado, testes e código limpo permitem que o agente entenda rapidamente o contexto e produza resultados mais precisos. Arquivos como CLAUDE.md ou instruções de projeto ajudam o agente a entender preferências e convenções específicas.

💡 Dica Prática

Mantenha um arquivo de contexto no seu projeto (como CLAUDE.md, AGENTS.md ou .cursorrules). Nele, descreva a arquitetura, convenções de código, comandos para rodar testes e build, e qualquer decisão de design relevante. Isso funciona como um "onboarding" instantâneo para o agente.

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✏️ Agente editando arquivos

Uma das capacidades mais poderosas dos agentes CLI é editar arquivos de código diretamente. Mas essa capacidade vem com uma responsabilidade: entender o fluxo de revisão e aprovação.

Como Funciona a Edição

1. Agente analisa o código

Lê os arquivos relevantes, entende a lógica existente e identifica o que precisa mudar.

2. Propõe um diff

Mostra exatamente o que será adicionado, removido ou modificado — linha por linha, com contexto.

3. Você revisa e decide

Aceita, rejeita ou pede modificações. O agente só aplica a mudança após sua aprovação.

4. Mudança aplicada

O arquivo é editado e o agente pode continuar com o próximo passo do plano.

✅ Fazer

  • •Sempre revise os diffs antes de aceitar
  • •Peça explicação quando não entender uma mudança
  • •Use Git para poder reverter se algo der errado
  • •Rode testes após as edições do agente

❌ Evitar

  • •Nunca aceite mudanças cegas em código de produção
  • •Não confie cegamente em refatorações grandes
  • •Evite edições em massa sem backup no Git
  • •Não ignore warnings do agente sobre riscos
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🏃 Agente executando comandos

Além de ler e editar código, agentes podem executar comandos no terminal — rodar testes, builds, linters, e até deploys. Essa capacidade é poderosa mas exige supervisão cuidadosa.

Execução Supervisionada

O padrão seguro para execução de comandos por agentes é o human-in-the-loop: o agente propõe o comando, explica o que ele faz, e você aprova antes da execução.

# O agente propõe:

Vou executar: npm test -- --coverage

Isso roda todos os testes com relatório de cobertura.

# Você: [Aprovar] [Rejeitar] [Editar comando]

📊 O Que Agentes Podem Executar

Testes: npm test, pytest, go test, cargo test
Build: npm run build, make, cargo build
Linters: eslint, pylint, rustfmt, prettier
Git: status, diff, commit, push (com aprovação)

⚠️ Alerta Importante

Nunca dê acesso irrestrito ao shell sem sandbox. Um agente com rm -rf / disponível é um risco existencial para seus dados. Sempre configure limites sobre quais comandos o agente pode executar, quais diretórios pode acessar e se tem permissão de rede.

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🔒 Segurança básica

Segurança não é opcional quando se trabalha com agentes que têm poder de execução. Os três pilares fundamentais são: menor privilégio, sandbox e aprovação humana.

Os 3 Pilares da Segurança

1. Princípio do Menor Privilégio

O agente só deve ter acesso ao que precisa para completar a tarefa atual. Se ele precisa editar código, não precisa de acesso à rede. Se precisa rodar testes, não precisa de acesso a arquivos fora do projeto.

2. Sandbox

Limitar o ambiente de execução do agente. Restrinja acesso a arquivos (apenas o diretório do projeto), rede (apenas quando necessário) e comandos (whitelist de comandos permitidos).

3. Aprovação Humana (Human-in-the-Loop)

Para ações críticas — edições em produção, commits, deploys, instalação de pacotes — o agente deve pedir aprovação explícita antes de executar. Nunca automatize completamente ações irreversíveis.

✅ Boas Práticas

  • •Comece com permissões restritas
  • •Abra acesso conforme ganhar confiança
  • •Use Git para poder reverter qualquer mudança
  • •Revise diffs e comandos antes de aprovar
  • •Monitore o que o agente está fazendo

❌ Riscos a Evitar

  • •Dar acesso root ao agente
  • •Deixar o agente commitar e pushar sozinho
  • •Permitir instalação de pacotes sem revisão
  • •Expor API keys no contexto do agente
  • •Ignorar warnings de segurança

💡 Dica Prática

Comece com permissões mínimas e abra conforme ganha confiança no agente e no seu workflow. É muito mais seguro começar restrito e relaxar do que começar aberto e descobrir um problema tarde demais. A Trilha 2 do curso aprofunda arquitetura e segurança de agentes.

Resumo Final

✓ Claude Code, Gemini CLI e Codex CLI são as principais opções de agentes em 2026
✓ Prompts específicos produzem resultados vastamente melhores que prompts genéricos
✓ Repositórios bem organizados permitem que agentes trabalhem melhor
✓ Sempre revise diffs antes de aceitar edições do agente
✓ Execução de comandos deve ser supervisionada (human-in-the-loop)
✓ Menor privilégio + sandbox + aprovação humana = fundamento de segurança

Parabéns! Você completou a Trilha 1 — Fundamentos da CLI. Agora você tem a base necessária para avançar para a Trilha 2: Arquitetura de Agentes, onde vamos mergulhar na estrutura interna dos agentes, protocolos como MCP, e padrões de design avançados.